POR
Michelle fonseca
As aves são capazes de percorrer grandes distâncias durante os seus vôos, o que
muita gente não sabe é que isso ocorre graças ao seu apurado instinto de
cooperação em grupo.
Parece um ensaio, mas não é.
Existem duas explicações para essa formação de voo. A primeira resulta numa
grande economia de energia. Durante o voo, atrás do corpo da ave e, principalmente, das
pontas de suas asas, ocorre uma turbulência, ou seja, o ar se move de uma forma
desordenada tirando a estabilidade do voo. Nestes locais, a resistência do ar é
menor e, então, é vantajoso que as aves voem atrás de outra ave ou da ponta de
sua asa. Voando desta forma, as aves poupam energia, se esforçam menos, porque
estariam se beneficiando do deslocamento de ar causado pelas outras aves.
Ainda tem mais… Se todas as aves voam de um mesmo lado, certamente se
beneficiam da turbulência gerada pelas aves que estão na frente. Por isso,
aparecem duas fileiras, uma de cada lado do líder do bando, onde não há nenhum
companheiro à frente.
Mas aí eu pergunto: Se a ave que está atrás se beneficia pelo movimento da
sua vizinha de frente, qual a vantagem de ser líder? Na verdade, o líder não é
sempre o mesmo. Para manter a justiça no grupo, as aves se revezam na
liderança, e as que se cansam se deslocam para trás. Idade, sexo e tamanho do
corpo também determinam quem vai liderar a formação em V. Em um bando de adultos e
juvenis, os mais novos geralmente não vão a frente porque são menos capazes de
manter altas velocidades em posição de liderança e retardariam o grupo inteiro.
A segunda razão, diz respeito ao controle visual, ou seja. Na posição em “V” o campo de visão é melhor.
Quem imitou essa formação foram os aviões militares de caça. Eles voam nesse
mesmo tipo de formação, justamente para ter um melhor campo de visão e poder avistar
outros aviões do mesmo grupo.

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